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Psicóloga indica como famílias devem lidar com o autismo
 
Psicóloga indica como famílias devem lidar com o autismo


No Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, a psicóloga Silva Brito, do Centro Atendimentos e Estudos em Psicologia, em entrevista ao Acre TV, falou sobre o transtorno, as dificuldades enfrentadas pelas famílias que convivem com essa situação e deu dicas de como identificar os sinais do problema em uma criança.
De acordo com ela, o autismo é denominado pelos profissionais da psicologia como Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) e, por isso, não deve ser considerado uma doença. "Se ele é um transtorno, já nasceu com a pessoa. A doença você acredita que vá haver um tratamento, um processo de cura. O TGD, no caso o autista, não tem cura", comenta.
Silvana ressalta a dificuldade da família de uma criança com sinais de autismo em acreditar no diagnóstico em um primeiro momento. Segundo a psicóloga, o fato de fisicamente a criança se apresentar perfeitamente é o principal motivador dessa descrença.
"É muito difícil a família aceitar e acreditar no diagnóstico porque fisicamente a pessoa está bem, sem nenhum problema. Eles (pais) vão começar a observar que há dificuldade com aquela criança porque ela vai começar a ter comportamentos diferentes. As pessoas falam que elas ficam no mundinho delas, mas não é isso. É que de alguma forma o nosso mundo não está chegando até ela", explica.
Silvana afirma que o desenvolvimento da criança autista acontece de forma mais lenta se comparadas com outras sem a característica. "Tem muitas crianças autistas que participam, interagem, mas da forma delas, não como gostaríamos, não como as famílias ou a escola gostariam. A criança autista vai, de acordo com o desenvolvimento dela, nos dando essas respostas, mas não tão rapidamente", diz.
Principais sinais
A psicóloga destaca que é importante a família observar o transtorno o quanto antes. Segundo ela, o ideal é que ele seja identificado durante o período de zero a três anos de idade.
"Se você tem uma criança nessa faixa etária e ela não corresponde a brincadeiras que você faz. Se a fala dela não é aquela na qual você consegue perceber o que está dizendo, ainda não tem uma conexão de frase, mas apenas palavras soltas e você não identifica aonde ela adquiriu aquele vocabulário. Se ela não está interagindo. Se quando você sai para um aniversário, para um parquinho, e ela não consegue ficar em contato com outras crianças, está sempre brincando com um objeto de modo repetitivo. Todos são sinais que servem para identificar o transtorno", aponta Silvana Brito.
Ela comenta que algumas crianças estão chegando na faixa etária de zero a três anos, sendo, de alguma forma diagnosticada com autismo, mas não têm o transtorno, apenas alguma dificuldade com relação a audição.
"É muito comum uma criança autista não saber se relacionar e a pessoa com dificuldade na audição também ter essa dificuldade, inclusive de se expressar oralmente. Então há essa confusão. Ultimamente temos observado, na hora da avaliação, que tem chegado muita criança nessa faixa etária que não é autista, mas que tem problemas auditivos", alerta.
Amigo oculto: fantasia de criança
A psicóloga explica ainda sobre existência do 'amigo invisível', que geralmente as crianças dizem ter em certa idade, inclusive citando nome, atitudes e outras características que possam descrevê-lo. Segundo ela, tudo não passa de uma fantasia infantil.
"Geralmente, acontece quando a criança tem entre cinco, seis anos, por causa de alguma situação da qual ela não está conseguindo dar conta como momentos de separação, de perda. Ela evita falar daquele assunto e cria o amigo imaginário, o qual só ela sabe, que tem um nome, que ela consegue descrever como é, qual roupa está vestindo, o que está falando. Mas é uma fantasia da criança. Naquele momento, a criança está dizendo para você, através de seu amigo imaginário, o que ela realmente gostaria de estar falando, mas de algum modo não consegue", afirma Silvana Brito.
Tratamento
O tratamento de uma criança autista envolve o trabalho de diversos profissionais das áreas de pedagogia, psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Apesar disso, conforme a psicóloga, o desenvolvimento de características como a fala vai depender de cada pessoa. "Algumas crianças autistas vão desenvolver oralidade, outras não. Não tem uma situação que garanta que uma criança vai falar", diz.
 
Fonte:
 

 
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